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quarta-feira, 1 de março de 2017

RETRATAMENTOS ENDODÔNTICOS- QUANDO UM CANAL PRECISA SER REFEITO?




Algumas respostas para a pergunta: "Mas já fiz canal neste dente porque tenho que refazer o tratamento?"

A reintervenção (retratamento do canal) será importante nos seguintes casos:

1- Quando o primeiro tratamento não atingiu o objetivo desejado. Muitos dentes possuem uma anatomia complicada com calcificações, atresiamento dos condutos, curvaturas, canais extras e ramificações que mesmo para um dentista muito experiente e bem equipado as vezes pode impossibilitar o total preparo e limpeza de toda extensão do canal. Devemos levar em conta que além das dificuldades anatômicas, algumas vezes o próprio paciente, por mais que deseje colaborar com o atendimento, nos impõe certas dificuldades como por exemplo limitação de abertura de boca.
Portanto uma avaliação inicial do caso será de grande valia e devemos esclarecer o paciente da real indicação para cada caso. Atualmente com o avanço tecnológico na área, há inúmeros recursos (microscópio clinico, ultrassom, localizador apical, instrumentação mecanizada) que nos auxiliam na resolução dos casos mais complexos. A Experiência clínica do profissional nestes casos também é fundamental.

2- Quando o primeiro dentista atingiu o objetivo, o canal foi bem preparado e bem obturado em toda sua extensão, porém o dente pós tratamento foi acometido por processo de cárie e houve contaminação do material obturador intracanal.

E aqui vai um ALERTA: FAZER CANAL NÃO IMPEDE NOVAS CÁRIES NESTE DENTE TRATADO, O PACIENTE DEVE MANTER SEUS CUIDADOS DE HIGIENE BUCAL E PROCURAR O DENTISTA REGULARMENTE PARA PREVENÇÃO AFIM DE PRESERVAR A LONGEVIDADE DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO!!!

3- Quando o canal parece estar bem tratado, mas o paciente sente dor e após exames complementares (por exemplo tomografia cone beam) fica evidente que ainda restam outros canais extras que não apareciam num exame radiográfico de rotina.

4- Quando em alguns casos de fraturas de retentores intra-radiculares (pinos) há necessidade de instalação de uma nova prótese coronária (coroa no dente) e observamos que o canal foi comprometido por contaminação pelo meio bucal.

No post uma foto de retratamento endodôntico que realizamos em um pré-molar superior que apresentava canais calcificados, infelizmente o primeiro dentista que interviu  (há muitos anos atrás)  não pode se beneficiar de todos os recursos tecnológico existentes atualmente, sem os quais nós também não obteríamos o sucesso alcançado.


 Odontologia Pardo Buck
Tel. 19-3433.1371 / WhatsApp. 19-98122.6351
Rua Boa Morte, 1735 centro Piracicaba- S.P



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Endodontia =Tratamento de canal - Dúvidas frequentes



1- O que é Endodontia?
  Endodontia é uma das especialidades da Odontologia que visa o tratamento dos canais radiculares. O dente é formado pela coroa dental (que é a parte visível na boca) e pela raiz dental, que está dentro do osso (só podemos vê–la através de um RX ou radiografia digitalizada). No interior da raiz existe um conduto chamado canal radicular, onde se encontra a polpa, ou seja, o nervo do dente, que é responsável pela sensibilidade do dente. No tratamento de canal fazemos a remoção desta polpa, limpamos e modelamos o canal que receberá uma obturação que vai vedar hermeticamente o espaço antes ocupado pela polpa.

2- O que leva uma pessoa a precisar de um tratamento de canal?
  A principal causa são as bactérias presentes na cárie dental. Uma vez que a cárie não é removida no início, as bactérias e suas endotoxinas atingem a polpa causando inflamação, resultando em dor para o paciente. Dependendo do estágio em que se encontra a inflamação, o dente pode apresentar desde uma pequena sensibilidade, até dores agudas insuportáveis. Além das causas infecciosas, o traumatismo dental (acidente), pode levar a polpa a se necrosar (morrer) e então se faz necessário o tratamento. Outra indicação para o tratamento é por finalidade protética, ou seja, quando o dentista necessita colocar um pino ou núcleo retentor dentro da raiz para fixação de uma prótese.

3- Quando o paciente sente uma dor de dente muito aguda, às vezes, recorre a certos procedimentos, como colocar comprimidos de analgésicos dentro do dente. Tal procedimento é correto ?
  Não. O analgésico não funciona de forma tópica (local). O correto é procurar o dentista para que ele possa examinar o dente e se necessário prescrever uma medicação específica. O paciente não deve se automedicar.

4- Tratamento de canal dói ?
  Não. Sabemos que o limiar de dor de cada pessoa é diferente, mas através de uma técnica anestésica eficaz , tomando o cuidado de se realizar uma pré-anestesia (a famosa pomadinha), com a utilização da técnica, material e instrumental adequado, conseguimos concluir o tratamento de forma indolor.

5- O tratamento de canal em crianças pequenas com dentes de leite também é recomendado?
  Sim, porque o dente decíduo (de leite), tem a função de manter a espaço para erupção (nascimento) do dente permanente, além de poder acarretar danos aos permanentes, que estão se formando. A perda precoce dos dentes decíduos poderá causar problemas de oclusão no futuro.

6- Só o tratamento de canal é o suficiente para eliminar o edema (inchaço) causado pelos abscessos?
  Muitas vezes, além do tratamento do canal, é necessária uma drenagem cirúrgica, com a colocação de um dreno, para manter uma via de escape para o pus que está no interior deste abscesso. A medicação antibiótica e analgésica será uma complementação, quando necessário.

7- É verdade que após o tratamento de canal o dente escurece e se isso ocorrer o que pode ser feito?
  Não é para escurecer, só acontece se acidentalmente ficar material obturador na câmara da coroa. Se isto ocorrer, faz-se um clareamento interno do dente afetado. Quando ocorre uma necrose da polpa, às vezes, o paciente já chega com o dente escurecido antes mesmo do início do tratamento endodontico, nestes casos também se procede o clareamento interno após o tratamento do canal.

8- O tratamento de canal demora muitas sessões para ser concluído?
  O que vai determinar o tempo do tratamento são a condição que a polpa se encontra e a disposição de tempo do paciente. A maioria dos tratamentos pode ser realizada em uma única sessão. Hoje, com a tecnologia, e inúmeros recursos que dispomos, (localizadores apicais, microscópio, ultrassom, e instrumentos rotatórios), o tratamento é muito mais rápido, eficiente, e seus resultados mais previsíveis.

9- O que pode ser feito para contornar a ansiedade e até a fobia dos pacientes em relação ao tratamento?
  Num primeiro momento, fazemos uma tranquilização verbal, explicando ao paciente o que vai ser feito. Em alguns pacientes onde o grau de fobia é muito acentuado, podemos prescrever uma medicação ansiolítica antes da sessão, que irá tranquilizar o paciente.


10- Como podemos saber se o tratamento endodôntico resultou em sucesso? Apenas com a ausência de dor?
  A ausência de dor é um bom sinal, mas o paciente que recebeu o tratamento endodôntico requer um acompanhamento clínico e radiográfico após 6 meses, para a confirmação de reparação de lesões ósseas.

11- Todo dentista pode fazer tratamento de canal?
  Todo dentista sai da faculdade com conhecimento de como realizar o tratamento endodôntico, porém a experiência de um especialista em Endodontia, que realiza muitos casos diariamente, confere ao profissional segurança e habilidade para resolver a maioria das dificuldades inerentes dos tratamentos.

12- Quais as recomendações para se evitar um possível tratamento de canal?
   A melhor maneira de preservar a saúde bucal é visitar o dentista regularmente, seguindo suas orientações de higiene oral, e não esperar para procurá-lo só quando tiver dor. A prevenção é sempre a melhor opção!